O sol põe-se à meia-noite.
Para sermos mais precisos: às 23 e 57. Vinteetrêsecinquentaesete.
Pelas três da manhã volta a nascer sem nunca ter verdadeiramente desaparecido.
É isto o sol da meia-noite.
É mágico e desconcertante.
Disse que voltava a nascer pelas três da manhã? É às três horas e um minuto. Um minuto, sem tirar nem pôr.
Se for no inverno, só tem de ler de trás para a frente, é tudo ao contrário
Desconcertante.


Um comentário em "As horas de sol"
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Leonor diz:
13 de Junho de 2012 às 6:18
Disseste que era mágico e era a palavra que me tinha ocorrido antes de a ler.
Só que não se pode escolher apenas o que se gosta nesta vida, e pôr na beira do prato o menos bom. Se assim fosse creio que passaria aí todo o Verão.
Como sujeita que adora a luz, o tempo assim encanta-me, mas o reverso…